Apesar dos avanços científicos e sociais, quando se fala de HIV/Aids, o tema ainda é cercado de tabus e receios. Muitas pessoas têm dúvidas, medos e carregam estigmas que já não condizem com a realidade atual. Como quebrar esses tabus? O sétimo episódio do HupeCast foi em busca de respostas para esse dilema.
Estamos no Dezembro Vermelho, campanha de conscientização para o tratamento precoce da síndrome da imunodeficiência adquirida e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e nele profissionais do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe/Uerj) reforçaram que a informação, a aderência aos tratamentos e a prevenção salvam muitas vidas.
“Preconceito e ignorância resolvemos com informação. Hoje em dia não existe mais ‘grupo de risco’. Basta, por exemplo, você ter uma relação sexual sem preservativo, que você terá um comportamento de risco para o HIV”, afirma a infectologista Anna Caryna Cabral, coordenadora do DIP do Hupe/Uerj, destacando ainda que o tratamento para o HIV evoluiu significativamente, permitindo muito mais qualidade de vida, e é, de fato, muito melhor do que há anos.
Sobre o DIP do Hupe/Uerj
O DIP (Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias) do Hupe/Uerj é uma unidade de referência que trata patologias causadas por agentes biológicos (vírus, bactérias, fungos e parasitas), oferecendo suporte tanto em regime de internação (incluindo leitos de UTI especializados) quanto em ambulatório.
Dentre as principais condições atendidas e acompanhadas pelo Serviço estão as ISTs: Diagnóstico e manejo de HIV/Aids, sífilis e hepatites virais. O Serviço de DIP está situado no 3º andar do Hupe, com atendimento também disponível na Policlínica Piquet Carneiro (PPC/Uerj).
O setor, formado por uma equipe multidisciplinar, vem apresentando inovações e novas tecnologias, como a Realidade Virtual, na reabilitação de pacientes internados na UTI do DIP para melhorar a capacidade funcional. E como parte de um hospital universitário e compromissado com a formação de recursos humanos qualificados, o Serviço é referência na formação de médicos residentes em infectologia.
O sétimo episódio do HupeCast
Um momento em que, sobretudo, foi lembrado que hoje se sabe que, para a infecção pelo HIV, existem prevenção combinada, teste rápido para diagnóstico, tratamento eficaz e que, quando o paciente tem a adesão e manutenção correta do tratamento, pode viver de forma plena, saudável e com qualidade de vida. Esta adesão adequada impede que o vírus se replique. Portanto, prevenir, testar e tratar são pilares essenciais para controlar o surgimento de novos casos e garantir a qualidade de vida às pessoas que vivem com HIV.
“A prevenção é sim o melhor caminho, ela salva vidas. Busque assistência, converse sobre qualquer dúvida com seu médico, ele é o norte. É fundamental relatar tudo, todos os sintomas, tudo o que incomoda, juntos buscar os melhores caminhos. E ao médico, saber acolher e ter a capacidade de olhar no olho do paciente são essenciais”, complementa Maria Olinda F. de Sousa, enfermeira-chefe do Serviço, que, junto à infectologista Anna Caryna, participou do HupeCast.
O episódio pode ser ouvido no Spotify: open.spotify.com/episode/ e visto através do YouTube: www.youtube.com




