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Hospital Universitário Pedro Ernesto

27 de julho - DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO - Pedro Ernesto aposta na prevenção para ajudar a zerar espera por atendimento no Sistema Estadual de Regulação

Dificuldade para engolir, rouquidão persistente, “aftas” que não desaparecem ou mesmo um incômodo na língua por mais de três semanas. Os sintomas são simples e podem passar despercebidos. Mas sinalizam para o diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. Prevenção é o alerta da campanha nacional batizada como Julho Verde que reúne várias instituições incluindo o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe/Uerj). A Unidade é referência no combate a este tipo de câncer. “Há um ano o Hupe ajudou a zerar a fila de espera por atendimento a pacientes do Sistema Estadual de Regulação (SER). Com este adiantamento da fila, nós conseguimos pegar muitos casos iniciais, o que tem sido primordial”, destaca o coordenador do ambulatório especializado, o médico Leonardo Rangel.

Para o especialista, zerar a fila para o atendimento é uma consequência do trabalho da equipe em estimular a prevenção. “Se ficarmos alertas aos primeiros sinais, a taxa de cura é enorme e o custo do tratamento – custo social, econômico e de tempo – é muito menor”, diz.

CONSULTA MULTIDISCIPLINAR – No Hupe, o paciente recebe atendimento multidisciplinar sendo atendido simultaneamente, já primeira consulta, por um médico, um fonoaudiólogo e um nutricionista. Os três profissionais dividem o mesmo consultório com o apoio também de um assistente social. “Neste momento atendermos juntos é fundamental para que possamos ajudar e gerenciar os sintomas antes mesmo do início de um tratamento com radioterapia, quimioterapia ou cirúrgico (se for)”, explica a fonoaudióloga Caroline Peixoto que integra tanto a equipe de atendimento como a de reabilitação.

O ambulatório atende semanalmente cerca de 70 pessoas. Em média, são 10 novos pacientes a cada segunda-feira. A maioria tem 50 anos ou mais e geralmente apresentam dificuldades de deglutir e de fala, assim como alterações vocais. Um perfil que, no entanto, tem mostrado novas nuances. “Ultimamente tem um aumento considerável no número de mulheres. Acredita-se que por conta do uso de tabaco e bebida alcoólica”, observa Caroline acrescentando ainda o HPV como uma das causas registradas da doença.

PACIENTES LARINGECTOMIZADOS REENCONTRAM A PRÓPRIA VOZ EM CORAL

Além da PREVENÇÃO, o Hupe vem obtendo resultados surpreendentes na REABILITAÇÃO seja de quem já passou ou de quem está passando pelo tratamento no ambulatório. O exemplo não poderia ser mais significativo do que ver e ouvir o Grupo de Apoio e Coral de Pacientes Laringectomizados Totais. Formado por 15 pessoas a equipe é coordenada pela fonoaudióloga Caroline Peixoto e reúne ainda uma musicoterapeuta e outros fonoaudiólogos. “Todo mundo aqui tem um pé no samba”, conta a coordenadora revelando o principal estilo das canções que o grupo executa. Após passarem por cirurgias que normalmente deixam sequelas, os pacientes que participam do coral tem um objetivo em comum: reencontrarem sua própria voz. Para isso muitos utilizam equipamentos para facilitar a emissão das canções. O treino é semanal. Porém, durante a pandemia, os encontros têm novas dinâmicas e já estão sendo retomados com todos os cuidados indispensáveis.

Por Coordenadoria de Comunicação Social do HUPE/COMHUPE - 2020 t. 21 2868-8448

 

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